terça-feira, 10 de maio de 2016

Cenas de homem...

Cena deprimente número 1: 

   Uma festa, com potencialidade para ser uma grande festa, música boa, uma playlist ( como se diz agora) susceptível de agradar a todos, se não em todas as músicas, em grande parte delas e o que acontece depois? Tirando dois ou três homens esforçados, homens sedutores que dançam no meio delas, homens que as agarram e as conduzem, os outros, desaparecem para as comuns trivialidades, fumar e beber e embrutecerem-se ainda mais. Elas, lindas e disponíveis para uma das artes mais bonitas e antigas de sedução e que, contrariamente a muitas outras, não produz um aumento significativo de casos extra-conjugais, eles, amorfos e especialmente burros, incapazes de perceber quanto uma dança é sedutora e aproxima. Há acaso maior demonstração de virilidade, um homem que nos leve para dançar, dançar a sério, agarrar em nós, manobrar-nos e arrebatar-nos com poder másculo, conduzir-nos em todos os passos e em todas as direcções?  Pergunta-se a qualquer uma de nós o que pensa sobre este assunto, duvido que haja alguma que discorde com o que digo! E no entanto, aquelas abéculas, não se aproximam! É tão triste! Tenho saudades dos slows dos anos oitenta, aquelas festas de garagem, as matinés da Twins onde toda a graça residia naqueles momentos, onde elas e eles se juntavam em abraços mais ou menos tímidos, onde os corpos estremeciam de puro prazer, sem grande sofisticação nem complexidade mas onde o homem era homem e dançava com uma mulher. E antes disso, nas sociedades onde eles sabiam dançar, chamavam uma mulher, iam buscá-la, conduziam-na e sabiam o que faziam. Hoje em dia consigo de repente pensar em dois homens que sabem  e gostam de dançar e curiosamente são os dois gays! 

Cena deprimente número 2: 

   Não sei quando começou: provavelmente quando andavam a tratar dos papeis para o casamento e ouviram as palavras: esposa e esposo! Que bonitas que são! Quase tão perfeitas quanto "esponsais"! Devem ter gostado, soaram-lhe a sofisticação e agora à conta disso anda por aí, disperso, mas assustadoramente próximo, um bando de coninhas que insiste em tratar as suas mulheres por esposas. Se estou junto de gente e há uma aventesma que cai na asneira de utilizar tal tratamento, peço desculpa e vou à casa de banho refrescar a cara a ver se me passam as náuseas. Ó toleirão, acaso a tua mulher te trata por "esposo"? Não sabes, ó meu grande cagão provinciano que, se não podes tratar a tua gaja por "marida" por oposição ao masculino, a deverás tratar por "mulher"? É isso que ela é, a tua MULHER! 
   Um homem a tratar a sua mulher por esposa faz-me lembrar aqueles grandes figurões do velho testamento que coleccionavam as mulheres para procriação, para povoarem a terra. Mas esses até tinham desculpa, vamos lá, uma tarefa hercúlea ou porventura messiânica e tinham que trabalhar depressa e em quantidade. As esposas, que normalmente eram mais do que uma serviam para isso mesmo, servi-lo. Entretanto, milhares de anos se passaram, mulher tens uma só, (legalmente falando),  aquela a quem levas para a cama porque a desejas e porque queres que seja a única,  a tua companheira, a mãe dos teus filhos. Deixa de ser murcão e quereres fazer bonito, armado em cócó! Fala simples, trata-a por mulher porque é isso que ela é, em todas as suas dimensões, mas primeiro e mais que tudo MULHER, a tua!  E há coisa mais bonita que ouvir uma mulher tratar o seu marido, por " o meu HOMEM"? 



   

cenas de mulher...

Uma verdade que ninguém pode desmentir: nem toda a gente tem pés bonitos! Segunda verdade: muita mulher bonita tem pés feios em parte por andar sempre com eles enfiados em sapatos apertados e altos; Com estes dois pressupostos pergunto: porque raio mulheres bonitas  pintam unhas dos pés feios, se se pretende realçar o que se tem de mais bonito, se os pés são feios porque pintá-los para chamar mais a atenção sobre eles? Quantos dedos encarquilhados, torcidos e encavalitados em cima uns dos outros não se vêm com as suas unhas pintadas de vermelho garrido? Porque razão as mulheres quase sempre pintam as unhas dos pés de vermelho mesmo que o não façam com as unhas das mãos? Acaso julgarão sensuais, interessantes, esteticamente elegantes 5cm2 de unha, alinhados em montes de 5 vezes dois pés, em dedos nodosos, retortos, desproporcionais, por vezes? Terceira questão, as mulheres feias com pés bonitos não ganham nada em os mostrar porque ninguém, depois de olhar para cima irá olhar para baixo, pelo menos tão para baixo, tenho para mim que pararão algures ali a meio caminho, pelo que os pés não constituem motivo de desempate. Só aprecia verdadeiramente  pés uma faixa muito reduzida de pessoas com tara por pés e mesmo esses, particularmente esses são muito exigentes quanto aos pés que observam;
   3 - Sobrancelhas ultra depiladas à moda dos anos setenta. Lembro-me sempre da Ana Zannati com as suas micro-sobrancelhas por cima dos seus olhos esbugalhados e em risco de saírem das órbitas, a imagem das sobrancelhas é recorrente. Que mal faz uma penugem decente num arco normalmente bonito como têm todas as mulheres? Porquê transformá-las e torná-las feias? Que raio de noção estética é esta que faz que mulheres novas e  bonitas pareçam as avós que desenham as sobrancelhas em lápis castanho e que ficam com ar de bonecas, frias e artificiais?
   4- Cuecas fio dental - como se sujeita uma mulher a tal instrumento de tortura? Para não ter marca da cueca tradicional? Não usa nenhuma e resolve-se o problema. Como aguentar ter um pedaço de tecido, normalmente exíguo que nenhuma utilidade tem a não ser dizer que se usa roupa interior, enfiado no rabo e não poder ter a lata do Rafael Nadal que entre jogadas desentala as cuecas das suas musculadas bordas do rabo? É que com cuecas fio dental por mais que se desentale é tempo perdido, é para lá que elas voltam novamente. É de todas as peças de roupa femininas ( há homens que também gostam de as usar) aquela que acho mais inutil, serve para nada, não tapa nada, é só para fazer sofrer, andar uma tarde ou uma noite inteira com tecido enfiado no rabo não é para mim, pronto. Certas estão aquelas que não trazem nada por baixo, por vezes e inadvertidamente se deixam apanhar, não são como as falsas puritanas que querem o mesmo efeito sem se deixarem comprometer seriamente! Eu cá gosto da cuequinha tradicional, não precisa de ter o tamanho das da minha mãe, só o tamanho certo para alcançar a porção de rabo que me coube em sorte, com marca ou sem ela.
   5 - Sapatos de saltos altos para quem não sabe andar em cima deles. É confrangedor ver uma mulher que não domina as alturas de uns saltos estupidamente altos insistir em equilibrar-se em cima deles, no entanto, há tantas que o fazem e com resultados tão devastadores!!! Não anda em cima de saltos altos quem quer mas quem pode e nem todas podem ou pelo menos não sabem; algumas é como se estejam com os pés cheios de bolhas e  em ferida, outras nota-se que pensam para andar, ora andar é natural, pensa-se tanto para andar como se pensa para respirar, no caso de algumas é mesmo...vamos lá, um pezinho à frente do outro; convenhamos que se se consegue andar nas ruas de Angra com as calçadas incertas e tremendamente mal engendradas consegue-se andar em cima de um arame, no entanto não é a melhor cidade para se aprender e para se aprender é preciso tempo e pratica e já agora talento; tenho um amigo homem que anda em cima de uns sapatos altos melhor que a maior parte das mulheres que conheço incluindo eu e não me parece que ande todos os dias a praticar; é algo inato, não é para todas, apesar dos que elas possam pensar. É injusto é certo mas a vida é injusta e há certamente umas injustiças bem maiores do que outras.

Respira e espera que passe..

Há momentos na vida em que, dê lá por onde der, façamos o que fizermos, no final, tudo correrá mal; no final, ou no principio ou mesmo no meio; por vezes é um dia desses, outras vezes são vários dias, juntinhos uns aos outros e de tal forma desastrosos que a sensação suprema é de que o mundo não gosta de nós, a entidade que nos regula seja lá ela qual for, as pessoas, todos os seres animados e inanimados que se movem à nossa volta, nos olham indiferentes ou em conluio face à nossa desgraça. Esses dias desgraçados de todo e não há um presságio que os previna e mesmo que haja, uma ténue sensação de algo diferente, estranho, um desconforto, nunca vamos a tempo, tudo corre mal numa sucessão vertiginosa no sentido único de sempre correr mal. Não há coisas que correm assim assim nem coisas que tendencialmente parecem que se encaminham para o bem correr, é tudo no mau sentido a caminho acelerado para o catastrófico. E nós a vemos a sucessão de episódios e não termos o poder para inverter a tendência. Os episódios podem variar da gravidade máxima de acidentes diversos em risco da nossa integridade física, é o tempo em que te cortas e por vezes duas vezes no mesmo sitio, o tempo em que inicias as topadas consecutivas nos dedos dos pés, em que roças coxas e braços quase a saírem lascas de carne, nas chaves hirtas dos armários, em que trincas dedos mesmo nas pontinhas que é onde dói mais,  nas juntas das portas, em que te levantas de ir buscar um tacho aos armários de baixo e  traulitas a cabeça na porta do armário de cima na altura e medida exatas em que a mola que já não funciona bem deixou de funcionar de todo, a fim de te deixar um lanho no escalpe com o embate num ângulo estranho para doer mais, de tal forma que não consegues evitar que te saltem as lágrimas dos olhos… até às vergonhas várias, de  teres que descalçar os sapatos e verificares, tu e o centro de saúde inteiro que calçaste com a pressa duas meias diferentes, em textura e cor e por vezes em tamanho, porque na escuridão do teu armário, depois de não teres acendido a luz porque não estava ali à mão e quiseste abreviar caminho e  teres, entretanto, batido com a testa na quina da porta do roupeiro- típico -, agarraste o monte que estava mais perto e o preto pareceu-te azul e vice-versa e na claridade do centro de saúde, o azul é azul e o preto é preto, não há que enganar ou de te aperceberes que, a nódoa de café que fizeste de manhã na tua única t-shirt branca, na vez primeira, em décadas, em que derramaste café em cima de ti e logo tinhas que vir de branco, te faz passar por desmazelada quando, na verdade, até dominas bem todos os procedimentos de levar comida e bebida à boca sem que pareças padecer do mal de Parkinson. Episódios em que não respiras de um para outro, ainda te tentas recuperar do anterior e já te sucede o seguinte: por exemplo, recebes a notícia logo pela manhã que alguém que te é próximo e que deveria ser o teu apoio porque sim, te falhou mais uma vez e que nesse detalhe se jogam alguns dias seguintes na tua vida em que ela, inevitavelmente, se complicará (episódio de gravidade máxima, portanto); respiras fundo depois de sentires a fúria subir, descer e acalmar, levantas-te da cama já sem vontade alguma e dás com o puto mais pequeno a chorar pelos cantos; enches-te de paciência e perguntas o que sucedeu, continua a chorar como se o mundo tivesse terminado ali e não te responde e tu que já tens a paciência penosamente massacrada insistes para que te conte, já alarmada não seja coisa grave; mostra-te que acabou de partir o vidro de um quadro que gostas; suspiras quase bufando naquele desalento de quem sabe que, quando na casa se começam a partir coisas, normalmente se continuam a partir coisas durante uma semana, e podes usar luvas antiderrapantes e acender velinhas a esconjurar más vibrações na casa  que, algo cairá, cairá e partir-se-à  por mais malabarismos que faças antes que chegue ao chão; antes de ontem foi um prato (episódio sem gravidade alguma), no dia seguinte o telemóvel ganhou vida própria e saltou-me das mãos, caindo, lá está, de outra forma não poderia ser, não teria a mesma graça, com o vidro para baixo, em centésimos de segundo artisticamente feito em pedacinhos tenuemente mantidos no lugar pelo que funciona; retens a vontade louca de o agarrares e de acabares com ele de vez, fúria passageira que dominas, no fim de contas já és batida neste tipo de coisas, ganhaste um domínio sobre a adversidade; hoje foi o quadro, amanhã quem sabe, outro pneu do carro, afinal de contas posso contar com uma certa persistência na forma como os pneus do meu carro se furam: não porque ande a passar por cima de coisas estranhas ou a trilhar rodas em passeios, sei simplesmente que neste carro, os pneus têm uma lógica de tempo de vida que me ultrapassa. Um pouco como a lógica do tempo em que os telemóveis na minha mão se mantêm intactos. E não porque ande a fazer coisas estranhas com eles, simplesmente acontecem coisas, coisas paranormais, temo, e posso andar precavida e sempre atenta a prever acidentes que, eles sucedem, de uma forma ou de outra; uma espécie de fatalidade para acidentes domésticos. Querem ver?! Outro dia mudei os vasos de lugar porque tive que colocar os cães no pátio da frente, temporariamente. Cães e vasos não combinam pelo que não podem repartir o mesmo espaço; olhando para os vasos com plantas airosas de muita chuva fico contente que se mantenham assim, intactos; insidiosamente um pensamento atravessa-me o espírito em lapsos de segundos, imagino instantaneamente um momento de caos, livro essa imagem da minha cabeça; meia hora depois, um dos vasos está revirado, partido e o interior extravasou para fora: e não foi um dos cães, desta vez não os posso culpar, a gata, aquela medrosa que nunca vai para a rua, teve o seu grito de Ipiranga, em sintonia absoluta com a minha premonição, saltou para o vaso em cima do muro (qual a probabilidade daquela gata fazer aquela coisa outra vez no seu tempo de vida?! Eu diria 0,000001 % e já estarei a ser generosa) e pimba, 3 metros abaixo o resultado vê-se. O que me leva a pensar: para que te maças? Deixa o mundo desmoronar-se todo se quiser, senta-te e espera, sorri se conseguires, tudo o que faças, só vai atrapalhar, deixa o curso natural dos disparates acontecerem, há um ponto em que pára e se tudo correr bem, tu estarás mais ou menos incólume e sem os nervos em frangalhos. 

   Há gente de coluna vertebral de tal forma flexível que consegue cheirar o próprio rabo e sendo assim aguentam qualquer merda, engolem sapos atrás de sapos porque quando deviam soltar verborreia, encolhem-se e na sua pequenez limpam as armas para mais tarde, quando o inimigo está de costas. Propagandeam-se como arautos de um carácter irrepreensível, donos de uma conduta moral sem mácula, gente de fibra e de substância, de valores sólidos e fidelidade inquestionável. São conciliadores, nunca dizem uma palavra que ofenda, nunca têm que pedir perdão a ninguém porque na sua condição de alma impoluta, nunca ofenderam ninguém, desiludem-se todos os dias com os seus semelhantes que, fracos, imperfeitos, irreflectidos, pecam constantemente por actos e omissões e sempre contra si. Relevam constantemente essas ofensas, sentem-se bem a levar pancada dos outros, são sofredores por profissão, resilientes na sua dor única. E são burros, muito burros e na estupidez de quem se julga destinado a uma existência sublime, são ridículos e não o sabem.
   Manter o despertador a tocar ao fds à mesma hora para que acorde com a constatação deliciosa de que hoje o gajo nao me tira da cama, poder falar com ele, destilando o ressentimento de uma semana inteirinha, dizendo-lhe " gosto tanto de te poder calar, é sem dúvida um dos momentos mais altos da semana, este em não mandas em mim", carregar na tecla com o sorriso triunfante de quem, mais uma vez, enganou o bicho, virar-me para o lado, ajeitar a roupa, e gozar o momento, que é sublime...se estou para prolongar o prazer levantar-me durante 5 minutos, vagueando pela casa silenciosa, e assim consolada, desagravados os pecados desse despertador demoníaco, voltar a deitar-me e deixar-me envolver no calor de uma cama ainda quente....grande momento de felicidade!
Esta ideia da restrição de cães e gatos em apartamentos é altamente discriminatória e sugere-me algumas questões: primeiro , deixa de fora toda a gente que não vive em apartamentos, os que vivem em casas ou barracas, roulottes e barcos e outros modelos não convencionais e aos quais chamam de igual modo, lar! Segundo, discrimina todo o bicho que não é canino nem felino e que se sente injustamente ignorado nesta pretensão a lei: coelhos, anões ou não, 
passarada e animais de sangue frio, tudo como se não existissem...para além de que dizer que são dois cães ou 4 gatos é redutor: se forem dois cães pequenos, minúsculos até é a mesma coisa que serem dois serras da estrela? É que os serras da estrelas soltam mais pêlo e fazem mais poias mas os minúsculos fazem mais barulho, têm aquele ladrar que se enfia pelos ouvidos adentro e são normalmente belicosos e de má catadura ..o que será pior?! E caso haja 5 gatos e nenhum cão será que o gato a mais poderá contar para a estatística de meio cão? E a partir de quantos quilos é que poderá corresponder a um cão por inteiro?! Ou é dois cães ou quatro gatos não podendo haver acumulação de duas espécies animais diferentes?! E se eu quiser ter um cabrito na varanda e tiver varanda para o cabrito e se eu limpar a caca do meu cabrito e o meu cabrito tiver um problema nas cordas vocais e for mais calado que um rato, não o posso ter na varanda porquê?! E se houver ratos no meu apartamento ou casa ou barraca e não os tiver convidado a entrar e mesmo assim eles tiverem entrado sub-repticiamente, passo a ser responsável por aqueles ratos e por todos os seus actos?! Serão por isso ratos de estimação e entram para a estatística total?! Tanta questão que se me assalta o cérebro...

Amanhar peixe...

Descobri há pouco a piada que é por os putos a amanharem carapaus (chicharros cá no burgo)! Outro dia com o supermercado cheio de gente com desejos frenéticos por carapaus e somente duas empregadas a atender, uma das quais a amanhá-los que nem uma condenada e porque tudo bufava de impaciência e eu já quase infectada pela má onda, prescindi do amanho do meu peixe e zarpei lesta para casa; a caminho pensei que seria um excelente exercício de motricidade fina para a criançada! Esqueci-me, no entanto de prever os esgares e exclamações de protesto de miúdos que nunca foram assim tão protegidos dos nojos da vida!" É tripa de peixe, não é merda! " " Bem, tecnicamente é!" Resposta quase sempre do espertalhão do meio! "Fazes ideia dos quilómetros de nhanha do género que tens dentro de ti?" " Pois, mas não me ando a estripar para o confirmar!" A bufar já, a pergunta repleta de originalidade " Gostas de peixinho frito, não gostas?" A boca já aberta para a resposta pronta e a ordem da praxe para eliminar mais qq insubordinação " Encerrou a conversa!" O filho do meio, o tal original que queria, não há muitos anos atrás, ser palmeirista, ou seja, dedicar-se às palmeiras a tempo inteiro e exclusivo, no seu modo muito peculiar, discreto e quase subrepticio foi buscar luvas e foi vê-los a todos a amanharem o peixe de luvas, de expressões fáciais nitidamente contrariadas e a dissertarem sobre a dificuldade de tirarem tripas a um ser de 10 cm de comprimento e como aquilo tudo é pegajoso. Os primeiros peixinhos à media de 1 a cada 30 segundos, a agilidade foi melhorando e às tantas a coisa tornou-se numa competição, acabaram-se os nojos e foi vê-los a ver quem amanhava mais, o palmeirista incluído! Hoje, é uma questão de princípio instituída cá em casa, tarefa exclusiva deles, tanto experiência hão-de ter que perceberão prestes que sem luvas é mais rápido e mais hipóteses terão de ganhar! E acabam-se os nojos, estes pelo menos!